9.2.10

Tudo Pode Dar certo


Exemplo de coisas que não dão certo: todos os filmes que Woody Allen realizou desde 2003, com a excepção genial de Match Point e, já sem génio mas não menos excepção, de Cassandra's Dream. Depois de Vicky Cristina Barcelona, com os desempenhos brilhantes de Penélope Cruz e Javier Bardem e a consagração de Scarlett Johansson como pessoa mais irritante da década, Allen volta à Nova Iorque do costume para acompanhar as angústias rocambolescas de um intelectual judeu já com muitas décadas sobre os ombros e o seu relacionamento com uma beldade juvenil (sim, outra vez). Sem desempenhos brilhantes, substituídos por Larry David a fazer de Larry David a fazer de Woody Allen. E com o grande mérito de não ter Scarlett a fazer boquinhas.

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Whatever Works

De: Woody Allen

Com: Larry David, Evan Rachel Wood, Patricia Clarkson

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Ano: 2009


Anticristo


Após a estreia de Anticristo no Festival de Cannes do ano passado, um jornalista perguntou a Lars von Trier porque tinha feito aquele filme. O realizador dinamarquês respondeu que achava a pergunta estranha. Estava enganado. A pergunta era imbecil e não estranha. Faz lembrar o momento épico em que uma jornalista chica-esperta perguntou a João César Monteiro porque tinha feito um filme "assim", ao que este respondeu num rasgo de génio que não lho tinham deixado fazer "assado". Claro que, a seguir, von Trier disse que era o melhor realizador do mundo. Loucura e chico-espertismo à parte, é verdade que Anticristo levanta algumas questões. Não quanto à motivação de Lars Von Trier para fazer este filme, mas quanto à sua estabilidade mental. Dá-nos vontade de ligar a perguntar como se sente e se tem alguma coisa para nos dizer. De lhe oferecermos a nossa ajuda para o que for preciso ao mesmo tempo que juramos começar a fugir-lhe do caminho. A sucessão de momentos "corro para a casa de banho ou vomito já aqui?" entrecortada por períodos "que raio é isto?" é de tal ordem que o filme chega ao fim sem conseguirmos limpar o esgar de nojo por mais do que alguns segundos de cada vez e sentindo-nos como se alguém nos tivesse defecado em cima. Não andará muito longe de olhar um cão atropelado seis dias antes, mas durante cento e tal minutos e com realização muito mais cuidada.

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Antichrist

De: Lars von Trier

Com: Charlotte Gainsbourg, Willem Dafoe

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Ano: 2009


3.2.10

Estreias apetitosas da semana



Invictus


A forma mais adequada de transpor para o grande ecrã o fim do apartheid e a ascensão de Nelson Mandela à presidência da África do Sul seria mesmo através de um filme sobre râguebi? Não mereceria um dos líderes mais emblemáticos do século XX um tratamento mais profundo? Estará Clint Eastwood a perder qualidades? Respostas: Porque não?; Irrelevante.; Ainda não.; E as perguntas que verdadeiramente interessam: Invictus é o melhor filme de Eastwood? Não. Invictus é um bom filme? Sem dúvida. A bola de râguebi precisa mesmo de ter aquela forma? Provavelmente não. Os jogadores de râguebi numa formação ordenada conseguem detectar quais dos seus colegas possuem hábitos higiénicos menos esmerados? Os que ainda tiverem o nariz intacto e funcional sim.

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Invictus

De: Clint Eastwood

Com: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge

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Ano: 2009


O Laço Branco


Depois de hilariantes comédias românticas como Funny Games e A Pianista, o jovial Michael Haneke presenteia-nos com mais um filme bem-disposto muito ao seu estilo, capaz de agradar a jovens dos 9 aos 99. Desta vez, as peripécias rocambolescas centram-se numa aldeia alemã nas vésperas da Primeira Guerra Mundial, com particular atenção às travessuras da pequenada que aí habita. Tudo com o realismo incomparável que só o preto e branco possibilita. Um mimo para os olhos e para o espírito.

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Das Weisse Band - Eine Deutsche Kindergeschichte

De: Michael Haneke

Com: Christian Friedel, Burghart Klaussner, Rainer Bock

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Ano: 2009


29.1.10

Wall Street: Money Never Sleeps

27.1.10

Nas Nuvens



George Clooney enfia-se com naturalidade costumeira dentro do molde de galã à moda antiga (sorriso constante, olhar de "anda cá ao pai" e discurso que facilmente conduz ao inevitável "anda ali ao meu quarto para te mostrar a minha Nespresso; se te portares bem, deixo-te chupar a cápsula no fim"). Jason Reitman usa truques apurados com Juno para nos conduzir pela mão por um caminho que tudo indica ser previsível. Mas, quando já nos recostávamos na cadeira, convictos de que sabíamos perfeitamente onde estávamos e para onde íamos, eis que o filme nos desaba em cima com violência e sem qualquer amostra de remorso. Ficamos a olhar para o ecrã como se escolhêssemos um destino no painel de partidas do aeroporto e o ecrã, sacana, ri-se da nossa cara.

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Up in the Air

De: Jason Reitman

Com: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick

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Ano: 2009



26.1.10

Estreias apetitosas da semana



25.1.10

Estrela Cintilante


Ver filmes de Jane Campion é parecido com comer pão-de-ló. Sentado numa toalha aos quadrados estendida sobre feno, papoilas e margaridas. Num dia de sol brilhante, mas não muito quente. Pássaros a chilrear. Insectos a zumbir. Minhocas a... fazerem o que fazem as minhocas (de maneira muito silenciosa e pouco dada a descrições). Às vezes, pestanejamos e percebemos que, afinal, estamos num lamaçal algures na Nova Zelândia, a tentar arrancar um piano ao lodo enquanto chove a cântaros e a miúda não pára de nos pedir um Óscar. Mas engolimos a migalha de bolo que mastigávamos e ali estamos nós outra vez. Só não é perfeito porque o poeta romântico ao canto do piquenique não pára de definhar sobre a tarte de maçã, aflito com oito doenças mortíferas em simultâneo.

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Bright Star

De: Jane Campion

Com: Ben Whishaw, Abbie Cornish, Paul Schneider

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Ano: 2009


21.1.10

A Estrada


Já se passaram uns anos desde o meu último bife de humano. Lembro-me de uma carne clara, tenra, ligeiramente adocicada. O paladar estranhava-se, a princípio, mas, com o prolongar da degustação, percebia-se que havia ali grande mérito carnívoro. Não voltei a repetir o manjar porque deixou de se ver nos supermercados. Tenho muita pena. Felizmente para os mais suculentos entre nós e infelizmente para os restantes, o canibalismo não é um hábito generalizado na nossa sociedade. Ao contrário do que sucede no mundo pós-apocalíptico de A Estrada, valente filme baseado na obra homónima de um escritor americano com nome muito parecido com "Conan O'Brien". Só é pena tentarem impingir-nos um Aragorn escanzelado e doente. Todos sabemos que não lhe custaria nada correr com centos de canibais à espadeirada.

Agora que penso melhor, é possível que a tal carne apetitosa que comi fosse de avestruz e não de humano. Era de um bípede, com toda a certeza.

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The Road

De: John Hillcoat

Com: Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Charlize Theron

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Ano: 2009


16.1.10

O Sítio das Coisas Selvagens


Às vezes, encontramos filmes que temos de classificar como esquisitos. E, outras vezes, a esquisitice que lhes atribuímos não é uma característica negativa. Passa-se isso com O Sítio das Coisas Selvagens. Não é o primeiro filme esquisito de Spike Jonze, um realizador que parece ter-se especializado neles. Tal como acontecia em Adaptation ou Being John Malkovich, a esquisitice aqui também não custa nada a mastigar e até se engole bastante bem, sem necessidade de copos de água. Depois, ficamos rodeados de monstros e percebemos que aquilo tudo nos é muito familiar. Não por termos tido uma infância povoada por monstruosidades (com excepção daqueles entre nós que cresceram a ver o Big Show SIC) ou por termos lido o livro de Maurice Sendak que o filme adapta, mas porque, com sorte, também nós já habitámos durante alguns anos a cabeça de uma criança. Depois vieram as hormonas e fomos violentamente despejados. Au.

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Where the Wild Things Are

De: Spike Jonze

Com: Max Records, James Gandolfini (voz), Lauren Ambrose (voz)

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Ano: 2009


15.1.10

The A-Team

13.1.10

Estreia apetitosa da semana

6.1.10

Sherlock Holmes


Robert Downey Jr. esteve preso. Duas vezes. Por esta altura, devia andar a rastejar pelas sarjetas, pedindo esmola para sustentar vícios pouco saudáveis e motivando aos transeuntes comentários como: "Aquele sem-abrigo a chapinhar no seu próprio vómito faz-me lembrar alguém." Guy Ritchie foi casado com Madonna. Oito anos. O mais normal seria que tivesse dedicado a vida à cabala ou à adopção maníaca de crianças oriundas de países do terceiro mundo. Ou então que tivesse perdido o juízo de outra forma mais tradicional. Jude Law é Jude Law. Devia gastar os seus dias a admirar-se ao espelho e a barrar a cara com mel de vespas amazónicas para combater ataques esporádicos de acne. Mas a vida gosta de nos trocar as voltas e uniram-se os três para recriar um mito da ficção universal no cinema. E fazem-no bem. É um Sherlock Holmes um pouco diferente que vemos (não há uma única cena em que apareça com o chapelito estereotípico, apesar de fumar cachimbo e tocar violino), mas não deixa de ser uma recriação convincente e aprazível. Elenco de competência muito mais do que elementar e resultado final que não desaponta, mas que também não deslumbra.

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Sherlock Holmes

De: Guy Ritchie

Com: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams

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Ano: 2009

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29.12.09

Actividade Paranormal


Para começar, uma desilusão. Não é a sério. Vá, não chorem. Podia muito bem ser. Está tudo muito bem feito e bem pensado e bate quase tudo certo para manter a ilusão das imagens reais captadas por gente real numa situação real. Acaba por ser uma espécie de Blair Witch Project retirado da tenda no bosque e trasladado para uma aprazível moradia de classe média-alta que custou muito mais do que o orçamento do filme (propriedade - a casa e não o orçamento do filme - de um casal em início de vida conjugal porque, na América, as árvores dão como fruto rolos de notas de cem dólares). Passando-se em Portugal, a assombração ocorreria num T0, o que destruiria o ambiente de tensão sobrenatural. Quando só há uma porta para se fechar sem explicação aparente (a da casa de banho) e quando se vê a casa toda de qualquer ponto da mesma, não resta grande espaço para a imaginação. Além disso, a canalização teria apodrecido durante as comemorações do fim da Grande Guerra (a segunda, com sorte) e qualquer força que fechasse a porta da casa de banho seria vista com agrado, demoníaca ou não. Estava a falar de quê? Ah, do filme. Pois. Acerca do filme, só me apetece dizer isto: 'Tá-se. Não insistam, por favor.

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Paranormal Activity

De: Oren Peli

Com: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs

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Ano: 2007

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2009 - A retrospectiva abjecta

Os 11 melhores

A Valsa com Bashir
O Estranho Caso de Benjamin Button
Revolutionary Road
Dúvida
Slumdog Millionaire
O Leitor
O Visitante
O Wrestler
Gran Torino
Sacanas Sem Lei
Distrito 9

Surpresas

Appaloosa
This is England
Tyson
Rudo e Cursi
Taking Woodstock
Moon
A Nova Vida do Senhor O' Horten
Zombieland


Desilusões

Vicky Cristina Barcelona
Maradona
The Spirit
Inimigos Públicos
Ponyo à Beira-Mar
O Milagre em Sant'Anna
Avatar


Papelões

Frank Langella - Frost/Nixon
Meryl Streep - Dúvida
Clint Eastwood - Gran Torino
Kate Winslet - O Leitor
Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Mickey Rourke - O Wrestler
Sacha Baron Cohen - Brüno
Sharlto Copley - Distrito 9
Sam Rockwell - Moon

Os títulos (e ante/subtítulos) mais inúteis e imbecis

RocknRolla - A Quadrilha (RocknRolla)
Quem Quer Ser Bilionário? (Slumdog Millionaire)
Religulous - Que o Céu nos Ajude (Religulous)
És o Maior, Meu (I Love You, Man)
Sedução Mortal (All the Boys Love Mandy Lane)
ABC da Sedução (The Ugly Truth)
A Esperança Está Onde Menos se Espera (A Esperança Está Onde Menos se Espera)
Il Divo - A Vida Espectacular de Giulio Andreotti (Il Divo - La Straordinaria Vita di Giulio Andreotti)
Playboy Americano (Spread)

28.12.09

Uns Belos Rapazes


Imaginem o American Pie um pouco menos bardajão, mais próximo da realidade adolescente que nos é familiar (ou que era, antes de ser alterada precisamente por filmes como American Pie e outros sem os mesmos méritos), sem Stiffler e a sua exuberante mãe (mas com outra mãe de exuberância quase idêntica), sem os méritos paternos de Eugene Levy, sem ciberconferências badalhocas e falado em francês. É mais ou menos assim este Uns Belos Rapazes. Ah. E também se pode deixar de lado a tarte sodomizada. Mas não se lhe sente a falta.

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Les Beaux Gosses

De: Riad Sattouf

Com: Vincent Lacoste, Anthony Sonigo, Alice Trémolière

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Ano: 2009

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27.12.09

Avatar


É bonito. Lá isso é. Ou talvez fosse mais correcto chamar-lhe "bonitinho". Os pormenores visuais não conseguirão maravilhar ninguém. Os elementos narrativos cumprem os mínimos e nada mais. Um mérito que terá é o da honestidade. Desde os primeiros minutos que se percebe o que nos espera. Mais uma história de soldados rijos e brutos num ambiente alienígena hostil, habitado por criaturas que lhes são pouco simpáticas. Tão pouco original é a premissa que o próprio James Cameron já a abordou em Aliens, o segundo e pior filme da saga (Não falta sequer a marine hispânica e máscula... Estaremos perante um fetiche?), mas há um twist. Desta vez, os "bons" são os alienígenas e esse é um dos problemas. A obsessão em exibir os exóticos Na'vi e em mostrar de forma nada subtil como são justos, nobres e portadores de uma mensagem ecológica, exemplos perfeitos (ainda que um pouco azuis) do "bom selvagem", sobrepõe-se a tudo o resto. Mas é verdade que, avaliando a qualidade miserável do enredo e dos diálogos e a pobreza generalizada da representação (nem Sigourney Weaver consegue safar-se), não perdemos grande coisa se nos quiserem fazer olhar para o boneco. Ou para os bonecos, que, mesmo sem serem soberbos, não deixarão de ser o melhor que tem um filme com tão pouco de bom. Na versão a três dimensões, a tecnologia é completamente desperdiçada e não só não deslumbra como, durante uma grande parte do filme, nem nos lembramos de que está presente. James Cameron tem dito que levou anos a preparar-se para fazer este Avatar. Não sei bem o que acha que fez. Mas um realizador que viu Titanic ser aclamado como melhor filme do ano estará, sem dúvida, habituado a viver iludido.

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Avatar

De: James Cameron

Com: Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver

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Ano: 2009

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16.12.09

A comédia do ano



Ou nem sequer estreará por cá ou, com "sorte", ficará 15 dias em exibição com um título como "Estes Negros São de Estouro!".


Afterschool


Há uma escola, certo? Uma escola particular para miúdos ricos. Depois, há drogas a circular lá dentro. Já sabem como é essa malta com dinheiro, cheia de vícios. Os bolcheviques é que tinham razão. Mas não é só da inofensiva. Também há droga da boa, da dura. Daquela que faz fungar como uma constipação à moda antiga. E há umas miúdas, estão a ver? Miúdas e droga... ó... se pudesse dizer tudo o que sei sobre o assunto. Uma combinação bombástica. Basta dizer isso. E depois morre alguém e encarregam uns miúdos de fazerem uma homenagem fúnebre ou coisa que o valha. É mais ou menos assim. Ah. E sexo. Também há sexo. Mas pouco. Não se pode querer tudo.

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Afterschool

De: Antonio Campos

Com: Ezra Miller, Jeremy White, Addison Timlin

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Ano: 2008

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